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Brasileira que sou… não desisto nunca!

Mudei de emprego há pouco tempo e ainda ando um pouco fora de órbita quanto ao que devo ou não devo fazer, dizer… enfim.

Mas um único fato que realmente me deprimiu desde o primeiro dia de trabalho, foi descobrir um rádio relógio em cima daquela estante de aviamentos que fica bem ao lado do meu ouvido esquerdo. Se ele ao menos ficasse desligado alguns em alguns momentos do dia, já me seria de bom grado. Mas não. Seu horário de funcioanmento, assim como o meu, é comercial. Das 8: da manhã até às 15 para as 6: da tarde, sou praticamente obrigada à ouvi-lo tocar. Se ao menos fosse música de elevador que uma hora acaba se esquecendo dela…

Prefiro nem divulgar o nome da rádio, afinal, sabe como é… vai que alguém de lá por ventura resolve visitar o “tudo por 1 real” e se depara com esta declaração! Poderia ser demitida antes mesmo de ser contratada…

Enfim… retornando ao assunto inicial… sexta-feira fui forçada à ir para frente do computador da empresa, que não é lá uma “brastemp” mas tem acesso à web. Estava lá eu fuçando no meu “last.fm” quando de repente em um simples toque no volume das caixinhas comecei à ouvir minha lista de músicas!!

Fiquei como criança que havia acabado de ganhar um doce! Talvez um passe livre para consumir uma padaria inteira!! E fiquei durante meu horário todo alí, trabalhando claro, mas com a minha própria trilha.

Hoje, segunda-feira, tive que terminar o que estava fazendo na sexta. E obviamente retornei ao computador. No domingo entrei no ”myspace” da Mallu Magalhães que conheci ao vivo na Virada Cultural em São Paulo mas não encontrei aquele som… aquele que parou e ficou como um “pá, pá, pá, pá” rouquinho e suave que tinha visto com os próprios olhos. De manhã resolvi ligar na MTV, o que nunca faço quando estou sozinha em casa. E o  ”pá, pá, pá, pá” rouquinho surgiu como um sinal de energia positiva ou sei-lá-o-quê em plena segunda às 6 e tantas da manhã naquele frio de trincar. Me atrasei, confesso. Mas fiquei alí de novo como uma criança boba com um presente.

No trabalho, não deu outra. Entrei no meu “last.fm” e coloquei todo o repertório dela na minha lista. Músicas como: Don’t you leave me; Mr. Blue Eyes; Tchubaruba e a que me causou toda a mudança da minha lista do last.fm, “J1“.

“J1 – Mallu Magalhães”

Não me considero fã incondicional, como aqueles que assim que ela respirava no Palco das Meninas – Virada Cultural, faziam ceninhas e esboçavam uma certa melosidade. Mas admiro o trabalho que é de qualidade e acredito que siga em frente. O show com o “Overcoming Trio” foi super rebuscado e extremamente respeitoso quanto ao público (mesmo um pouco meloso demais para minha humilde opinião) que ali estava.

Overcoming Trio: Mallu Magalhães, Helio Flanders e Zé Mazzei

Se alguém souber de algum site que divulga o trabalho deles… estamos aí!

Bem, por ora é só…

O que a música te faz sentir??

Impressionante como a reação e comportamento do ser humano muda de acordo com aquilo que ele anda escutando em uma determinada fase da vida…

É legal ressaltar que cada um sabe o que põe para dentro de seus respectivos ouvidos e não me responsabilizo por possíveis declarações ofensivas para determinados públicos.

Continuando, numa mesma lista de mp3 por exemplo, poden existir música de querer chorar durante dias tentando entender o “por quê” de nossa existência, mas também logo em seguida surge aquele som que te traz uma sensação de orgulho e poder por só você tê-la em seu mp3 mesmo que você não consiga tecer comentários sobre ela para ninguém… sabe como é: síndrome de comportamento contemporâneo em ser individualista…

 

Enfim…

 

Eu estou me formando em breve, e em meu TCC tive a intenção frustrada de querer contar a história do SKA jamaicano em minhas peças de roupas e tal… enfim. A idéia morreu em acessórios cafonas nas cores preto-branco que não me agradou muito mas me canso só de pensar em como seria se eu tivesse batido de frente com esta idéia de frente com o restante da enorme equipe do trabalho que se resume em duas pessoas, incluindo a mim.

 

Que seja.. voltando ao SKA, eu me enchi tanto o saco com esta história que nem consigo mais ouvir “The Slackers” como uma tarefa simples da vida… sei lá…

Me tráz um pouco de enjôo ouricular, sabe?! Parece aquela sétima dose de cerveja na balada que te empapuça de um jeito que dá vontade de escovar os dentes no banheiro do local…

Hoje SKA para mim é passado não tão doce de ser lembrado e que não faço questão nenhuma de assumir que curti um dia. Nada contra. Mas se rolar alguma história chamada “The Dodos” ou até mesmo “Camera Obscura” tô preferindo bem mais e meus ouvidos agradecem.

Télépopmusik” é uma delícia e recomendo.

O que recomendo também para quem curte ouvir material novo e inédito, é o site “mp3.com“. Até rola uns downloads grátis dependendo do artista.

Artistas como “A Pacific Model” e “Catapults” com seus trabalhos singulares fazem parte desta lista. Vale à pena.

E para quem assim como minha pessoa necessita poupar alguns gigas de memória e prefere apenas ouvir na íntegra sons novos e materiais bacanas cabe o “last.fm” que é uma espécie de evolução do “orkut.com” na minha humilde opinião, pois ele é voltado único e exclusivamente para a música, independente de origem e gênero.

Depois de um post insano que começa como um relato de diário adolescente e termina em dicas de música, fico por aqui.

Sem mais delongas,

boa semana à todos.